General Girão - Deputado Federal
OPINIÃO: Credibilidade e o Mercado da Ilusão
General Girão

OPINIÃO: Credibilidade e o Mercado da Ilusão

28 de junho de 2026Ver no blog original

Por General Girão – Deputado Federal (PL-RN)

O mercado global de entretenimento parou com o anúncio de GTA 6. O jogo vendeu milhões de cópias e arrecadou bilhões de dólares ainda na pré-venda, meses antes do lançamento oficial, baseando-se apenas em teasers e trailers, sem que nenhuma gameplay genuína fosse divulgada. Como um produto gera tanto valor antes mesmo de ser entregue? A resposta está em uma única palavra: credibilidade. A Rockstar Games, produtora da franquia, construiu uma reputação sólida ao longo de décadas; o público sabe que o selo da empresa é garantia de qualidade absoluta.

Como diz o apóstolo Renê Terra Nova: “Credibilidade é a moeda do futuro”. No cenário econômico e digital, essa máxima tornou-se uma lei incontornável. No entanto, quando olhamos para a política brasileira, somos obrigados a encarar um paradoxo bizarro: como pode um “produto” que já se provou repetidamente falho, corrupto e nocivo seguir liderando o seu “mercado”?

Luiz Inácio Lula da Silva é o retrato desse curto-circuito lógico. Na iniciativa privada, uma marca que entrega um serviço defeituoso perde espaço imediatamente. Na vida pública, porém, o lulopetismo vende promessas ilusórias enquanto entrega irresponsabilidade fiscal e escândalos sistemáticos de desvio de dinheiro público — ou, falando de forma mais clara, pura roubalheira. O histórico não deixa margem para dúvidas. Os maiores esquemas de corrupção da história do país — como o Mensalão, que comprou o parlamento, e o Petrolão, que quase destruiu a Petrobras — estão umbilicalmente ligados aos seus governos anteriores.

Engana-se, porém, quem pensa que o problema ficou no passado ou que a engrenagem mudou. O exemplo mais recente disso é o escândalo do Banco Master, uma fraude financeira bilionária que chocou o país. Conforme amplamente divulgado pela imprensa e apontado por investigações em curso, o caso ganhou contornos ainda mais graves após relatórios apontarem o envolvimento de figuras centrais da liderança do governo Lula no Senado.

O ápice do desgaste institucional, no entanto, reflete-se nas recentes decisões vindas de instâncias do Supremo Tribunal Federal (STF) que, sob a justificativa de “nulidades técnicas”, acabaram travando o avanço de frentes centrais da apuração. Para analistas políticos e juristas, essa constante interferência do Judiciário em investigações que miram o poder central passa a impressão de uma blindagem sistêmica, transformando as bases do nosso Estado de Direito em um frágil castelo de areia à beira-mar, prestes a desmoronar.

A essa ruína institucional somam-se as recentes e devastadoras investigações sobre as fraudes no INSS. A ousadia chegou ao ponto intolerável de resolverem assaltar o dinheiro dos velhinhos e das velhinhas aposentadas. O chamado “roubo dos aposentados” escancara a desumanidade, o total descontrole e a leniência com que a máquina pública é gerida no governo Lula, atingindo diretamente o sustento dos trabalhadores mais vulneráveis.

Diferentemente do “Lulanóquio”, a Rockstar consegue esse sucesso estrondoso porque possui capital reputacional de sobra pelos produtos de excelência que já entregou anteriormente aos seus consumidores. Ela fatura antes de lançar porque tem lastro real de competência e confiança. Lula e o PT operam na contramão dessa lógica: tentam governar oferecendo velhas promessas desgastadas — a tal da “picanha”, que virou símbolo de estelionato eleitoral —, mas entregam um produto de péssima qualidade, cobrando um preço altíssimo da população na forma de impostos recordes e inflação. É uma marca falida, sustentada por pura propaganda enganosa.

Se a credibilidade é a moeda do futuro, o atual governo é uma conta no vermelho. Não há marketing, narrativa ou palanque que consiga disfarçar uma marca ultrapassada. O eleitor brasileiro precisa entender, de uma vez por todas, que o voto não pode ser um tiro no escuro, baseado em um trailer enganoso. De promessas vazias, a política já está cheia — e o lulopetismo provou ser perito apenas em vender ilusões.

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