DROGAS! É POSSÍVEL ACREDITAR QUE TUDO SE RESOLVA SOMENTE POR CAUSA DE UMA LEI?

DROGAS! É POSSÍVEL ACREDITAR QUE TUDO SE RESOLVA SOMENTE POR CAUSA DE UMA LEI?

In Artigosby General Girão

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DROGAS! É POSSÍVEL ACREDITAR QUE TUDO SE RESOLVA SOMENTE POR CAUSA DE UMA LEI?

DROGAS! É POSSÍVEL ACREDITAR QUE TUDO SE RESOLVA SOMENTE POR CAUSA DE UMA LEI?

DROGAS! É POSSÍVEL ACREDITAR QUE TUDO SE  RESOLVA SOMENTE
POR CAUSA DE UMA LEI?

Ao longo da história o ser humano tem pautado a busca da melhoria de sua vida como uma das metas prioritárias. Exatamente pela natureza humana ele esta sempre querendo algo mais quando obtém aquilo que desejava.
Na política pública isso também é verdade. Os representantes do povo aprovam leis que conduzam a ações na busca dessa melhoria, alternando os interesses coletivos e pessoais.
No Brasil quase sempre os interesses que mais prevalecem têm sido os pessoais, sendo talvez o que conduz à situação de baixa credibilidade da classe política, conforme pesquisas de opinião há mais de uma década. Essa situação precisa e deve ser mudada, cabendo aos políticos a reversão.
Dentre os temas mais preocupantes esta a luta contra a dependência química. A batalha contra as drogas esta sendo perdida pela inexistência ou falta de integração e de credibilidade nas ações de prevenção, tratamento e repressão.
Não é objeto agora tratar da repressão, merecendo infelizmente a admissão de que estamos perdendo essa batalha porque cada vez mais drogas são apreendidas e pessoas são presas por tráfico de drogas, bem como as fronteiras brasileiras continuam desguarnecidas de uma vigilância mais eficaz.
A América Latina, especialmente a América do Sul tem os maiores produtores de drogas dentro de seus países.
A legislação de cada um dos membros esta sendo alterada na medida em que os governos se tornam mais nacionalistas ou populistas.
Presidentes e líderes nacionais da Bolívia, Peru, Equador, Uruguai e Colômbia estão adotando postura favorável, direta ou indiretamente, a ampliação da produção de drogas e/ou descriminalização do uso.
O Uruguai, por exemplo, esta em vias de aprovar uma lei para liberação do consumo da maconha.
Na Amazônia sul-americana as áreas de plantio de coca estão em plena expansão, demonstrando que os governos ou não conseguem medidas mais fortes de repressão ou são coniventes com aquela produção.
A República Cooperativista da Guiana na fronteira com o Estado de Roraima tem a produção e consumo da maconha como ilegal, mas que não sofre repressão quer pela dificuldade de suas forças policiais em combater ou pela indefinição de políticas para a prevenção e tratamento do problema.
O Brasil esta no meio dessa região geográfica, não como um mero expectador, mas como um corredor.
Regiões da floresta amazônica brasileira já estão sendo identificadas como áreas de plantio da coca, ou até mesmo de produção da cocaína, principalmente pelo fato de que esse produto comercializado traduz ganhos imediatos e rápidos aos seus produtores.
Nacionais, brasileiros, venezuelanos e guianenses, que moram nesta área de tríplice fronteira em Roraima têm sido presos pelo crime de tráfico de drogas, deixando um rastro de miséria em suas famílias, pela ausência do poder paterno ou materno.
Cada vez mais, menores e adolescentes são atraídos pelo crime pela falta da imposição de limites por parte da família ou do Estado.
Em Roraima, pesquisa realizada em 2012 com reeducandas da Cadeia Feminina identificaram que 83% das mulheres cumprem pena por tráfico de drogas, sendo que desse percentual 86% delas são mães, caracterizando uma fragilidade na família.
Nesse público feminino o percentual daquelas que são dependentes químicos é muito pequeno, não chegando a 10%.
Ainda precisamos discutir que mais de 50% desse público é formado por pessoas que têm menos de 40 anos.
Entre os homens privados da liberdade o percentual de presos por tráfico de drogas chega perto de 50%, sendo que há uma igualdade de homens que são dependentes químicos.
Conclusão: as políticas de orientação para a prevenção não estão tendo sucesso na medida em que há um crescimento da população e da produção.
Desde o século passado os Estados têm praticado políticas sociais como nunca foi feito antes, mas mesmo assim estamos constatando uma degeneração na sociedade.

Como resolver?
Criando mais leis que proíbam ou liberalizando o uso?
Impondo mais respeito ao poder pátrio da família?
Investindo mais na formação espiritual do ser humano?
Melhorando os índices de educação da população?
Reforçando a fiscalização nas fronteiras?

Encontros e tratados internacionais estão sendo realizados na busca de soluções que permitam uma melhor repressão, bem como a adoção de cooperação para o tratamento e a prevenção.
Apesar de o menor poder destruidor, o álcool e a maconha são os maiores problemas no consumo de drogas nessa região.
Sim, o uso do álcool esta disparado na frente dos produtos causadores de dependência química, bem como do que mais danos geram ao ser humano.
As consequências do uso abusivo são todas ligadas à violência, tanto nos lares quanto nas ruas.
Entretanto, o tabaco, a maconha e a cocaína com seus derivados mais baratos como o crack, estão se tornando mais acessíveis e ampliando o consumo.
O que começou sendo tratado como um problema policial, na verdade se transformou em problema social e de saúde pública. Algumas cidades têm espaços públicos onde pessoas ficam totalmente entregues aos efeitos das drogas, deixando à mostra a triste realidade.
Repensar políticas públicas nesse sentido é urgente e emergência. Nossos políticos precisam mostrar para que foram escolhidos.
E nenhuma ação levará ao sucesso se não contar com a integração entre os países e estados, além de agir na individualidade do ser humano, reforçando o tripé basilar de seu enquadramento na sociedade, por meio da formação moral, formação espiritual/religiosa e formação educacional.
Sim, a sociedade necessita de pessoas com conhecimento, bem formadas, com caráter mais sólido, praticando mais a ética e com poder de decisão fundamentado na crença de um Ser Superior.

“O QUE IMPORTA É O GÊNERO HUMANO” Papa João Paulo II”