General Girão participa de fórum internacional sobre combate ao crime organizado
O deputado federal General Girão (PL-RN) participou nesta terça-feira (9), em Bruxelas, na Bélgica, do I Fórum Permanente Interinstitucional sobre Geopolítica da Criminalidade Organizada Transnacional, Inteligência Financeira e Cooperação Jurídica Internacional. O parlamentar integrou o painel “O Novo Marco Legal do Crime Organizado – Brasil e União Europeia”, que debateu mecanismos de cooperação internacional para o enfrentamento de organizações criminosas transnacionais.
Promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o encontro reuniu autoridades, especialistas e parlamentares para discutir estratégias de combate ao crime organizado, com foco na integração entre países, inteligência financeira e combate à lavagem de dinheiro.
Durante o debate, Girão destacou a necessidade de ampliar a cooperação internacional diante da crescente atuação de organizações criminosas além das fronteiras nacionais. Segundo o parlamentar, o compartilhamento de informações de inteligência, a integração de bancos de dados e o rastreamento de ativos financeiros são instrumentos fundamentais para enfraquecer as estruturas que sustentam essas organizações.
O deputado também voltou a defender que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam formalmente reconhecidas como organizações terroristas. “Deixei claro no Fórum que é impossível aceitar a letargia do atual governo federal, que parece exigir que o Comando Vermelho ou o PCC compareçam a um cartório com firma reconhecida para solicitar o ‘reconhecimento’ de que são terroristas. Daqui a pouco, no ritmo desse absurdo, o traficante vai passar a ter direito a código de atividade na Receita Federal para declarar imposto de renda! É um escárnio com o cidadão de bem”, afirmou.
Para Girão, o debate não pode ficar restrito a questões semânticas enquanto as facções ampliam sua atuação dentro e fora do Brasil. Ele defendeu uma postura mais firme das autoridades e maior cooperação entre os países para combater o narcotráfico, a lavagem de dinheiro, os crimes cibernéticos e outras atividades ligadas ao crime organizado transnacional.
O parlamentar ressaltou ainda que o fortalecimento da cooperação entre Brasil e União Europeia representa um avanço importante para o intercâmbio de informações, a realização de investigações conjuntas e o combate às redes criminosas que operam em escala global.



