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América do Sul volta a ser cenário de guerra bélica

03 de janeiro de 2026Ver no blog original

Hoje, 03/01/26, temos notícias de que os EUA acabaram de lançar um ataque contra instalações militares da Venezuela.
Desde os anos de 1982 não havia um conflito bélico em nosso Continente.
Começo com uma pergunta: há guerra justa?
No caso atual, argumenta o presidente americano que as ações fazem-se necessárias para combater um ditador no poder que oferece apoio ao tráfico de drogas. Ainda, que a Venezuela não vive sob um regime de liberdade democrática. Enfim, as razões apresentadas justificam até o momento esse ato de guerra, trazendo nuvens negras sob um continente que sempre se achou longe de cenários de conflitos armados entre duas nações.
Ao passo, precisamos entender o outro lado. A Venezuela apresenta desde o final dos anos 90 uma sequência de dois governos fortes, Hugo Chaves e seu substituto Nicolas Maduro impuserem ao longo desses últimos 27 anos um regime de governo de opressão, onde a liberdade deixou de existir, respaldada por um judiciário aparelhado e as Forças Armadas venezuelanas devidamente silenciada por benefícios diversos.
Com esses ingredientes, surgiu a receita ideal para o surgimento de facilitações ao crime, com um número de assassinatos imensurável e cumplicidade com o tráfico de drogas.
Ao mesmo tempo, temos um ingrediente forte para apimentar a receita: as ricas reservas de petróleo venezuelano, que sempre interessaram aos EUA.
É hora de fazer uma outra indagação: qual a pior das guerras, a bélica ou a espiritual/religiosa?
Bem, nessa modalidade, desde Jesus de Nazaré, o mundo nunca teve paz, mas nos dias atuais o fundamentalismo muçulmano tem levado o terror aos 4 cantos do universo.
Ataques ocorridos na Europa, nesse começo de ano, somados ao barbarismo contra Israel, em 07/10/23, reafirmam que o combate ao terrorismo tem que ser repensado a fim de que possamos respirar dias melhores.
A liberdade de professarmos nossas crenças, quer sejam políticas ou religiosas, ou até mesmo no futebol, deve ser um direito sagrado. Cada um no seu quadrado, simples assim. Entretanto, quando paira a intolerância, tudo é jogado no lixo e passa a valer a Lei do Mais Forte.
Nenhum conflito pode ser considerado justo, pelos danos aos direitos do ser humano, especialmente direito à vida e à liberdade.
No final desse filme, nos resta a esperança de que a paz relativa volte a reinar.
Sim, a paz pode ser relativizada, mas a democracia não pode.
Lamentavelmente é o que vivemos hoje em nosso Brasil do PT.
Depois de um intervalo de 04 anos de conservadorismo, a esquerda retomou o poder e relativizou os princípios democráticos, com perseguições e prisões injustas de inocentes, de opositores políticos e cerceamento dos direitos fundamentais da liberdade, implantando oficialmente a censura e a tortura.
Concluímos reafirmando que cada nação tem suas mazelas, e que o ideal é que as mesmas possam ser curadas internamente, exceto quando o Tio Sam não concordar, por ameaçarem o seu quintal.
Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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